Neste artigo falo a respeito de ACEITAÇÃO.

O que significa aceitação?

Conseguimos aceitar com facilidade a realidade que nos é apresentada, tal como ela é?

Também falo sobre a diferença fundamental entre DOR e SOFRIMENTO.

Muitos acreditam que são sinônimos, mas acho importante compreender a diferença entre eles.

Também postei em meu canal YouTube um vídeo sobre a mesma temática:

Diferença entre dor e sofrimento

Dor e sofrimento não são as mesmas coisas, embora muitos as tratem como sinônimas, para mim, existem diferenças significativas entre elas.

Para explicar essa distinção entre os termos, primeiro vamos pensar um pouco sobre a aceitação.

Aceitar a realidade não é fácil, por isso, muitas pessoas fogem ou mascaram a aceitação dos fatos, da maneira exata como eles são.

É importante dizer que aceitar não é se resignar. Eles são conceitos bem diferentes.

Estou resignado quando eu acredito que a vida é assim, totalmente injusta mesmo.

Que não tem jeito, é assim e pronto. Não há nada que possamos fazer. Estou abatido. Sou uma vítima.

Por outro lado, quando aceito, o meu coração se abre para reconhecer o que é a realidade, mas isso é dolorido, dói muito estar em contato com o real.

Por exemplo: “Ele partiu, já não está entre nós”.

Minha dor está relacionada à essa situação.

Dói entender que estou fechando um ciclo de vida.

Dói, a aceitação, dói!

Aceitar é abrir o coração a realidade tal qual se apresenta.

A resignação é o fim, por isso, me conformo de maneira passiva com ela, pois entendo que não posso fazer nada a respeito.

A aceitação dói, mas é a possibilidade, quando realmente sentida, para o começo de um novo ciclo.

A resignação traz emoções como o abatimento, tristeza, impotência ou até depressão.

A dor da transformação através do movimento da aceitação

A aceitação é diferente, algo começa a se mobilizar. Há uma dor profunda.

É a mesma coisa que acontece quando a gente começa a fazer um exercício físico, que fazia tempo que não estava sendo realizando.

Por exemplo, quando iniciamos os exercícios numa academia.

Após o músculo esfriar, sentimos dor e essa dor é um indicador, é um símbolo de que estamos mobilizando algo que estava estagnado.

É uma dor saudável, pois está nos mostrando que aquilo que estava estagnado começa a se movimentar.

Aceitar não é muito diferente. É começar a movimentar o afeto no sentido de aceitar o que é.

De poder perceber a realidade tal como ela se apresenta e começar a fazer algo transformador com isso.

A dor do parto traz a vida

Aceitar pode doer, mas, é como quando nascemos.

Há um canal denominado canal do parto, e o bebê que estava num lugar muito confortável, que era o útero e no líquido amniótico, tem que sair.

Ele atravessa o canal do parto para passar a um novo estado e já não predomina a água, mas o ar.

A mãe sente a dor do parto, a dor do novo, do nascimento.

A aceitação das perdas, finais e de tudo aquilo que não faz mais sentido

Quando aceitamos a perda de um ente querido, o fim de um trabalho, de um relacionamento ou de uma ideia, passamos a enxergar diferente, uma outra realidade.

Quando sentimos a dor de algo que se perdeu e que não será mais algo que nos acompanhe em nossa vida, sentimos a dor da aceitação.

Porém, é essa dor que nos incentiva e nos mobiliza a abrir caminho para o novo.

Isso é o que eu chamo de dor do crescimento, de dar um novo passo evolutivo.

Vitimismo e reiteração de padrões

Não obstante, quando estamos com a postura de não querermos mudar, sofremos.

Ficamos num sofrimento quando reiteramos uma conduta e não a mudamos.

Sentimo-nos vítimas da situação e persistimos em sermos vítimas, quando aquela situação de relacionamentos não muda.

Podem mudar as pessoas, mas, a forma de me relacionar é a mesma.

O sofrimento é aquilo que persiste, perdura e se reitera, não muda.

E, às vezes, isso leva anos ou décadas.

Persisto, insisto consciente ou inconscientemente num sofrimento.

Vou ocupando um lugar de vítima de uma situação, de uma doença ou de um vínculo. Isso é sofrer, não tem saída: é a resignação.

Aceitar é: estar disposto a atravessar a dor de que eu estou inconformado com isso e quero mudar.

Faça a si mesmo a seguinte pergunta:

Imagine uma situação na qual você está sofrendo e que você não quer mais, chegou ao ponto de saturação.

Primeira pergunta que deve ser feita: essa situação depende de você para ser resolvida ou também depende de outros?

Recentemente eu estava entrevistando uma pessoa no início de sua constelação, em um workshop de constelações familiares, ela queria resolver “um certo” tema.

Perguntei qual era esse tema, ao que ela me responde: “o tema é que meu marido não aceita e eu quero que ele aceite”.

Nesse caso, a decisão depende absolutamente do outro.

Eu a indaguei um pouco mais e ela me explica que está numa crise de separação, ela quer se separar e o marido não quer.

Nesse caso, o problema era que o marido não queria aceitar.

Então, ela reformula a situação e percebe que havia algo que dependia dela: que seria uma atitude, uma postura que ela deveria mudar.

Quando estamos numa situação assim é como se estivéssemos de um lado da corda e a outra pessoa do outro, cada um puxando para o lado oposto.

Quando um dos lados solta a corda há algo que pára. Ninguém dança sozinho, não é mesmo?

O que depende exclusivamente de você?

Você está disposto a soltar seu lado da corda? Fazer a sua parte?

Está disposto a abrir mão?

Está disposto a dizer não ao sofrimento?

Se a resposta for sim, lhe recomendo fazer o seguinte exercício.

Exercício: soltar o sofrimento e aceitar o bem estar

Fique numa posição confortável, relaxe o corpo e acalme a mente.
Tome o ar pelo nariz, encha bem os pulmões de ar e solte o ar pelo nariz e pela boca.
Faça isso por três vezes, pelo menos. Ao exalar, solte todo o ar e com ele as tensões e as preocupações.
Abra um parênteses para mergulhar nas águas profundas de sua alma.

1- Faça a seguinte pergunta a seu coração, não a sua mente racional, ao seu coração:

Em que porcentagem eu estou disposto (a) a soltar esse sofrimento?

Se a resposta for 50% ou menos, pare por aqui, reconheça a situação, perceba tal qual é a situação e diga para você mesmo, internamente: SIM! SIM!

Mas sim para o quê?

Sim é dizer à situação que eu a aceito tal como ela é, da maneira que se apresenta.

E eu reconheço que estou puxando de um lado da corda e ainda não quero soltar ela o suficiente.

Mas diga SIM, de verdade, reconhecendo isso que está vendo.

Se o SIM for verdadeiro, já está começando a soltar o sofrimento e entrando na DOR da aceitação.

Pode se fazer a pergunta novamente.

Se a resposta continua sendo 50% ou menos, pare por aqui e deixe processar.

Se a resposta for 55% ou mais, pode continuar.

2- Agora, em contrapartida, imagine que solta a sua parte da corda.

Então, imagine agora como é atuar diferente.

Visualize, imagine e sinta como se estivesse olhando um amplo horizonte, e nele vai se projetando seu futuro, deixe que apareça sozinho, sem forçar sua mente.

Veja um futuro próximo onde você está desenvolvendo uma atitude, conduta e pensamento. Uma nova postura e atitude.

Agora diga: SIM!

Esse SIM é ao NOVO.

Na medida que diz SIM, vai deixando que essa imagem que está no horizonte se aproxime a você e simultaneamente você a ela….até entrar no futuro, imagine que já está ai, dentro da nova atitude.

Diga novamente: SIM!!! Estou APRENDENDO A ME LIBERTAR…

E leve essa sensação com você, já é sua.

Mario Koziner

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