O sofrimento humano é a matéria-prima para o trabalho a ser desenvolvido pelo facilitador em constelações familiares e soluções sistêmicas.

Em última análise, o constelado (aquele que procura ajuda das constelações) objetiva o fim de uma dor, angústia ou sofrimento.

Muitas são as causas desses sofrimentos, frequentemente detectadas nos “emaranhamentos apresentados entre os integrantes do sistema familiar, assim que uma constelação é aberta.

Como é possível perceber essas informações trazidas pelo sistema familiar, através dos representantes?

Por meio do desenvolvimento da percepção do sutil, que é captado pelo hemisfério direito do nosso cérebro.

Para um melhor entendimento, é necessária uma explicação quanto à divisão do cérebro e suas funções.

Dois hemisférios

Nosso cérebro pode ser dividido didaticamente em dois hemisférios: o direito e o esquerdo.

Toda a parte racional, lógica e analítica está relacionada ao lado esquerdo.

Por outro lado, a sensibilidade, a percepção do sutil, habilidades artístico-poéticas, a intuição e a espiritualidade, estão na órbita do hemisfério direito.

Também postei em meu canal YouTube um vídeo sobre a mesma temática.

 

Quais desses hemisférios o facilitador precisa desenvolver para trabalhar com constelações familiares?

Na verdade, os dois são muito importantes e utilizados.

O esquerdo para o entendimento e absorção do embasamento teórico necessário à sua atuação.

Eu acho necessário acompanhar os avanços das neurociências, estar atualizado com os conhecimentos da nova física, com a visão e o paradigma sistêmico e os aspectos fenomenológicos apresentados por Bert Hellinger.

Ou seja, o estudo e a leitura são fundamentais.

Todas essas funções são realizadas pela parte lógica e racional do cérebro, correspondente ao hemisfério esquerdo.

Porém, em contrapartida, é de extrema necessidade ao facilitador em constelações familiares o desenvolvimento do hemisfério direito.

Parte responsável pela percepção sutil, emocional e espiritual.

Observo que a maioria das pessoas não tem muita familiaridade com essa parte sensível.

Sem o desenvolvimento do hemisfério direito não é possível captar o “tecido invisível” (emocional/espiritual) e sentir as emoções, reações e dificuldades dos representantes.

É justamente através desse “sentir”, percebendo as informações do sistema, familiar que o facilitador chega ao cerne da questão trazida pelo consultante.

Isso só é possível ser feito se o constelador estiver no “centro vazio”, ou seja, esvaziado das suas intenções e desejos pessoais.

O “campo familiar lhe traz toda a informação necessária para o desmembramento das questões do constelado/consultante.

Mas, para captar isso é preciso treino.

Sabemos que o hemisfério esquerdo, lógico e racional é constantemente desenvolvido por nossa cultura, mas e o direito?

Normalmente ele não é exercitado ou é pouco estimulado.

O estudo e os exercícios são essenciais

Por essa razão, em nossos cursos de formação há vários exercícios, desde o primeiro dia de aula, voltados ao desenvolvimento da percepção sutil.

Assim, um bom facilitador em constelações familiares utiliza os dois hemisférios.

Pois, precisa atualizar constantemente seus estudos teóricos (lado esquerdo) bem como estar em contato com o seu lado sensível (hemisfério direito).

 

Nesse sentido, ter conhecimentos prévios de Psicologia e Desenvolvimento pessoal pode facilitar a compreensão das dinâmicas emocionais dos envolvidos.

Porém, não é primordial que o aluno ou facilitador em constelações já os tenha. O principal é estar receptível ao aprendizado.

Qual o papel da meditação e do observador de si mesmo, na vida do facilitador em constelações familiares?

A meditação é uma das formas de entrar em contato com seus próprios conteúdos internos.

Aquele que deseja trabalhar com constelações familiares deve observar a si mesmo antes de tudo.

Aprimorando qualidades e eliminando ou atenuando suas dificuldades.

Pois, lidar com outras pessoas, suas dores e traumas, é uma grande responsabilidade.

Exige do facilitador autoconsciência, conhecimento de suas próprias emoções.

Além de ter certa pratica para saber administrá-las, assim como conhecer seus pontos fracos e capacidades a desenvolver.

Não raro, o constelador irá se deparar com questões dos clientes/constelados semelhantes as suas.

Se essas questões não estiverem bem resolvidas ou, ao menos sendo trabalhadas, isso poderá limitar sua capacidade de ajuda e até, adoecê-lo.

Devemos zelar pelo nosso bem-estar

Bert Hellinger nos traz em sua vastíssima obra as “Ordens de Ajuda”. Dentre essas ordens está o ajudar a si mesmo.

Se o constelador não olhar para si, não conhecer suas questões, dilemas, traumas familiares etc., como poderá dar conta das questões alheias?

 

Aventurar-se a isso é perigoso, pois coloca em risco a saúde do facilitador e a qualidade dos serviços prestados.

O facilitador em constelações (e qualquer pessoa que se proponha ajudar a outras), antes de querer ajudar, deve ter presente os princípios básicos do cuidado de si mesmo.

Cuidados do seu físico, emocional, mental e espiritual.

Expansão de consciência

Desta forma, em última análise, a expansão de consciência é a principal atitude esperada para aquele que deseja ser um constelador.

Para isso, deve mergulhar cada dia um pouco mais em suas zonas escuras, transformando-as paulatinamente em luz.

Se agir de forma diferente, ainda que tenha boa intenção, esbarrará em obstáculos a impedi-lhe o avanço, suas próprias sombras o atrapalharão.

Em resumo, é primordial para aquele que deseja ser um bom facilitador em constelações familiares e soluções sistêmicas, as seguintes atitudes:

Atividades relacionadas ao Hemisfério esquerdo (lógico/racional)

Ter o interesse no aprimoramento continuo através: do estudo da literatura, participação em congressos, workshops e seminários, realização de grupos de estudos e supervisão periódica.

Atividades relacionadas ao Hemisfério direito (sutil/emocional/espiritual)

Intenção de adquirir/aprimorar: a sua inteligência emocional e a inteligência espiritual, ter a intenção de expansão da sua consciência, a prática constante da meditação e desenvolver o observador de si mesmo.

Não é preciso ter todas essas habilidades para começar.

O curso serve justamente para mostrar a direção ao aluno que deseja desenvolver ou aprimorar aquilo que lhe falta.

Imprescindível é apenas a vontade de aprender e o comprometimento com o conteúdo transmitido.

Se você está disposto a trilhar esse caminho será muito bem vindo num dos cursos de formação em constelações familiares e soluções sistêmicas de nosso Instituto.


Mario Koziner

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